Ministra da Defesa alemã acusada de plágio na tese de doutoramento

Ursula von der Leyen, hipotética sucessora de Angela Merkel, foi acusada de plágio na tese de doutoramento em Medicina. A confirmar-se, não é a primeira vez que tal acontece com políticos alemães.

plagio

A ministra da Defesa da Alemanha, Ursula von der Leyen, foi acusada de plágio na sua tese de doutoramento em Medicina. O diploma foi-lhe atribuído em 1991 pela Universidade de Hanôver e foi agora posto em causa pelo site Vroniplag, que se especializa na detecção de fraude acadêmica.

De acordo com a análises do Vroniplag, von der Leyen fez um total de 23 observações na sua tese de doutoramento sem citar fontes — ou seja, tomou-as como suas.

A ministra da Defesa, que tem sido apontada entre os nomes de possíveis sucessores à chanceler Angela Merkel, já reagiu à polémica através do porta-voz do ministério, em declarações à revista Der Spiegel: “A ministra não desmentiu a acusação e solicitou à Faculdade de Medicina de Hanôver que permitisse que a sua tese de dissertação fosse analisada por meios independentes”.

Antes de ser ministra da Defesa, von der Leyen ocupou as pastas da Família, Idosos, Mulheres e Juventude (2005-2009) e do Trabalho e Assuntos Sociais (2009-2013).

A confirmar-se a acusação, está não será a primeira vez que fica provado que um ministro da equipa de Merkel recorre a plágio. Foi assim em 2011, com o então ministro da Defesa, Karl-Theodor von Guttenberg. Na altura uma estrela em ascensão no panorama político germânico, Guttenberg foi acusado de copiar excertos de artigos publicados na imprensa diretamente para a sua tese de doutoramento em Ciência Política na Universidade de Bayreuth, na Alemanha. O político admitiu o erro, mas recusou ter agido com dolo. “É o passo mais doloroso que alguma vez tive de dar”, disse quando da sua demissão, que Angela Merkel disse ter aceitado o pedido de Guttenberg com “o coração pesado”.

Semelhante história foi a de Annete Schavan, que, enquanto ministra da Educação, era de todo o executivo uma das pessoas mais próximas de Merkel. Dessa vez tratava-se de um doutoramento em Filosofia, na Universidade de Düsseldorf, que o reitor decidiu retirar depois de acusá-la de ter incluído conclusões de outros acadêmicos no seu trabalho sem citá-los de “forma sistemática e premeditada”.

Fonte: Observador

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