Presidente do México é acusado de plágio ao se formar em direito: Ele teria copiado ao menos dez autores em trabalho de conclusão

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O presidente do México, Enrique Peña Nieto, teria plagiado mais de 28% de seu trabalho de conclusão de curso para obter o título de Direito. A acusação foi publicada em uma matéria do site Aristegui Noticias, da jornalista Carmen Aristegui. Pelo menos dez autores teriam sofrido plágio na monografia de Peña Nieto, segundo a análise elaborada por um grupo de especialistas e acadêmicos, informou o veículo. Um total de 197 parágrafos dos 682 que integram o texto foram copiados sem a devida atribuição aos autores originais.

A tese “O presidencialismo mexicano e Álvaro Obregón”, de 200 páginas, foi apresentada em 1991 na Universidade Panamericana, onde Peña Nieto estudou entre 1984 e 1989. “O plágio mais escandaloso é o que Enrique Peña Nieto cometeu com uma obra escrita por um antecessor seu: Miguel de la Madrid Hurtado. Ao longo de sua tese, ele nunca se referiu ao ex-presidente e nem sequer o citou na bibliografia”, diz um trecho da reportagem.

A Universidade Panamericana divulgou uma nota afirmando que a instituição não foi consultada para a elaboração da matéria. No entanto, o jornalista Rafael Cabrera, um dos autores da reportagem, declarou que a universidade mentiu sobre não ter sido consultada. “Juan Omar Fierro [outro autor da reportagem] tem as mensagens que trocou com a assessora de imprensa, Gabriela Narváez”, escreveu Cabrera em sua conta no Twitter. A universidade também garantiu que a Faculdade de Direito fará uma inspeção a respeito do tema.

Por meio de nota, o coordenador-geral de comunicação social e porta-voz da presidência do México, Eduardo Sánchez, admitiu que Peña Nieto pode ter cometido “erros de estilo como citações sem aspas ou falta de referência a autores” e lamentou que, duas décadas e meia depois do ocorrido, o assunto seja “de interesse jornalístico”. Ele afirmou ainda que o presidente “cumpriu com os requisitos estabelecidos pela Universidade Panamericana para se formar como advogado”.

De acordo com o jornal El País, a jornalista Carmen Aristegui foi “demitida da emissora Notícias MVS em 2015 depois de revelar que uma mansão de propriedade da primeira-dama, Angelica Rivera, foi vendida por um dos principais empreiteiros do governo”.

Fonte: osul.com.br

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